sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Praia da Rocha


1 comentário:

  1. Olá, Jorge!
    Obrigado pela visita e pelo comentário.
    Claro que, no uso pessoal da língua,somos livres na decisão de seguir ou não o NAO. Em 1911, no primeiro acordo que tivemos (que alterou pelo menos 10 vezes mais a língua do que o atual), vários intelectuais reagiram contra as mudanças (Teixeira de Pascoaes, Alexandre Fontes, Fernando Pessoa, entre outros). Fernando Pessoa continuou a escrever com ph...
    Gostaria, no entanto, de chamar a sua atenção para alguns detalhes:
    1. Quanto à "rendição" ao Brasil, veja o texto do Formulário Ortográfico de 1943, que foi negociado por Portugal e Brasil, mas que acabou por ser aplicado apenas pelo Brasil, e concluirá que a questão não assim tão linear.
    2. Nenhum país africano deixou de subscrever o Acordo pelas razões que indica. Pelo que sei, até 2015 as novas regras serão implementadas em todos os países da África lusófona. Em África, como no Brasil e em Portugal, há posições individuais e movimentos contra, mas não tenho conhecimento de nenhum governo que promova ou subscreva essas iniciativas.
    3. Quanto ao "espetador", tratando-se de um caso de dupla grafia, pode continuar a escrever "espectador" (como eu próprio faço).
    Se consultar o Dicionário da Academia ou Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Porto Editora), verificará que já lá está registada, há uns bons anos, a pronúncia "espetador", com o segundo e aberto. Ou seja, é uma situação que nada tem a ver com o Acordo, que se limitou a consagrar na escrita duas pronúncias diferentes.
    Por outro lado, querendo ler a palavra sem abrir o e, aquele que se espeta passivamente diante do televisor não é "espetador"? lol
    Assim, Jorge, continue a escrever "espectador" e a pronunciar o c, mas não espete nada no televisor. ;)
    Abraço.
    António Pereira
    P.s.: Não defendo nem condeno o Novo Acordo. Sou apenas um utilizador crítico em relação a algumas regras. No entanto, sou totalmente a favor da sistematização das regras do hífen que foi feita e que era necessária, pois a Convenção Ortográfica de 1945 não era cabal em relação ao assunto.

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