domingo, 2 de outubro de 2011

O "caso" Isaltino Morais

Li um artigo referente à recente prisão de Isaltino Morais, e ao processo em que é arguido, no Público online de hoje, cujo título rezava assim: "... a juíza do Tribunal de Oeiras não tinha que o conhecer."
É óbvio que o autor da notícia (o jornalista José António Cerejo) parece não saber o que escreve e se arrisca a que os leitores julguem que o jornal está a tentar branquear o comportamento da senhora juíza, que a meu ver, é de todo reprovável.

Não está aqui em causa o "processo Isaltino" em todas as suas vertentes, nem a análise do comportamento do cidadão presidente da Câmara de Oeiras.

O que me intriga é como se pode, neste país, mandar uma pessoa para a prisão sem que se tenha conhecimento pormenorizado de todo o processo em que ele é arguido.

Vejamos, por exemplo:
Um médico toma conta de um doente.
Medica-o sem ter o cuidado de indagar da sua história clínica anterior nem os medicamentos que ele já está a tomar.
O doente morre por causa da medicação que foi contra-indicada, face a antecedentes do doente ou porque há uma sobrecarga ou incompatibilidade medicamentosa.
Que acontece? Processo por negligência, pagamento de indemnizações à família, etc., etc. !!!!!

Mas uma juíza ... Eu gostava de saber o que lhe acontecerá.
Processo disciplinar ?
Processo em tribunal por negligência ?
Pagamento de indemnizações ? Creio que quem as paga é o Estado, que é como quem diz, todos nós. Será?

Será que os jornais o vão noticiar como o mesmo destaque ??


1 comentário:

  1. Acho que seria impossível para a juíza desconhecer o carácter suspensivo atribuído pelo TC ao recurso!
    Só por manifesto desleixo isto pode ter ocorrido!!
    E claro que a indemnização vai ser paga por todos nós.

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