sexta-feira, 1 de maio de 2009

Proibido Proibir


Proibido proibir é sinónimo de Maio de 1968.

Período marcado pela movimentação estudantil ocorrida em Paris, que termina em confrontos entre jovens e polícias. Iniciada por estudantes, conta com a adesão de trabalhadores e espalha-se, posteriormente, a outros países.

Em 1968, descontentes com a disciplina rígida, os currículos escolares e a estrutura acadêmica conservadora, estudantes de Paris organizam protestos que levam à ocupação da Universidade de Nanterre (oeste de Paris), em 23 de Março.

Contestam também a situação social e política do país e o governo do general Charles de Gaulle, em virtude do desgaste provocado pela guerra de independência da Argélia.

Entre os slogans criados estão É Proibido Proibir, O Poder está nas Ruas e A Imaginação no Poder, As liberdades não se dão, conquistam-se.

A decisão da reitoria de fechar a faculdade, em 3 de Maio, faz a Sorbonne abrir as portas para os alunos de Nanterre.

Influenciados pelos estudantes, operários de Paris realizam protestos, ocupando fábricas e organizando manifestações de rua e greves.

No Quartier Latin, bairro dos intelectuais em Paris, há barricadas.

Em 6 de Maio ocorre o confronto entre 13 mil jovens e a polícia. Os polícias lançam bombas de gás lacrimogéneo, a que os jovens respondem com pedras.

Entre os líderes estudantis destacam-se Daniel Cohn-Bendit e Tiennot Grumbach.

Nos dias seguintes, continuam as manifestações, e cerca de 150 carros são danificados ou incendiados.

A princípio, o governo francês fica paralisado. Mas a situação é controlada no final de Maio, com violenta repressão.

No total são mais de mil e quinhentos feridos. O governo de De Gaulle, abalado, sustenta-se no poder somente até Abril de 1969.

Os acontecimentos em Paris fazem parte de um movimento maior de contestação que ocorre em vários países do Ocidente, como Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Suíça, Dinamarca, Espanha, Reino Unido, Polónia, México, Argentina, Chile e também Portugal (1969).

Jovens e trabalhadores protestam contra a situação do pós-guerra, as guerras e as ocupações imperialistas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os jovens opõem-se à Guerra do Vietname e fazem manifestações do movimento hippie. Nas críticas, de modo geral, existe uma mistura de radicalismo político e irreverência, que acusa tanto o capitalismo como o socialismo. No Brasil há manifestações estudantis contra o Regime Militar de 1964 e a reforma universitária proposta pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), em 1967, que adota o modelo norte-americano de educação.

6 comentários:

  1. Grande artigo, Jorge!
    Este é o sentido do 1º de Maio. Hoje, infelizmente, ele é lembrado apenas como um belo feriadão, assim como a Páscoa, Natal, etc...

    Temos de resgatar a história e principalmente aprender com ela.

    Abraços

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  2. O célebre Maio de 68 em França, cujas notícias só nos chegavam como convinha ao governo de então!
    Ainda bem que o Jorge teve possibilidade de assistir ao desfile do 1º de Maio de 1974...
    Bjs
    Marie

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  3. Como sempre, grande Jorge, botou para quebrar.
    E ainda por cima, lembrou do nosso Brasil.
    Um grande Abraço
    Blog de Um Brasileiro

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  4. Espectacular texto e vídeo a ilustrá-lo.
    Não tive essa percepção na altura por ser ainda adolescente, mas gostei do que pude ficar a conhecer aqui através do seu post. Foi óptimo :)
    Um beijinho

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  5. Uma prenda para si lá no meu Blog "os meus miminhos" rsssss
    este mês já não dou mais :)

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  6. Palavras para quê? Que bom lembrar épocas em que as multidões se uniam para reivindicar um mundo mais justo! Hoje infelizmente parece que andamos todos um pouco adormecidos...ou será que não há o que reivindicar?

    Um abraço

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