sábado, 2 de maio de 2009

Estádio Algarve


As câmaras municipais de Faro e Loulé querem associar-se à candidatura de Portugal e Espanha ao Mundial de 2018 ou 2022 em futebol com a inclusão do Estádio Algarve, um dos recintos construídos de raiz para o Euro2004.

Os presidentes das duas edilidades, José Apolinário (Faro) e Seruca Emidio (Loulé) confirmaram à Agência Lusa a intenção de se aliarem ao projecto ibérico, um desejo que obrigará à ampliação do Estádio Algarve para respeitar os requisitos mínimos exigidos pela FIFA.

Actualmente, o recinto algarvio tem capacidade para 30000 lugares, mas para integrar a oferta da candidatura ibérica terá de oferecer, pelo menos, 40000 cadeiras, a barreira mínima para acolher jogos da fase de grupos de um Mundial.

Segundo os dois responsáveis, as conversações já avançaram nesse sentido. A Secretaria de Estado do Desporto e a Federação Portuguesa de Futebol já têm conhecimento deste interesse e a receptividade foi positiva.

"Senti grande receptividade, até pela consciência nacional inerente a esta ideia, que representa um país pelo seu todo e não só de uma parte do território. Faz todo o sentido apostar no Estádio Algarve, porque se trata de uma região de excelência do turismo nacional", defendeu o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio.

Para José Apolinário, a força turística da região, aliada às infra-estruturas actuais e projectadas no futuro próximo que envolvem o Parque das Cidades, transforma este desejo das duas câmaras num "dado da realidade".

"Esta é uma boa oportunidade para tornar mais sustentável o Estádio Algarve, com um projecto de adaptação das duas bancadas dos topos, aumentando a sua capacidade e investindo em estruturas que possam funcionar paralelamente", explicou Seruca Emídio.

Para financiar esta ampliação, José Apolinário defende uma parceria publico-privada, apontando aos atractivos da zona para cativar investidores e "criar uma engenharia financeira que potencie os terrenos junto ao Estádio".

"A ideia passa por uma parceria que permita utilizar e o espaço disponível na área comercial e da saúde, até porque o futuro Hospital Central do Algarve ficará edificado numa zona muito próxima, já em 2012", frisou José Apolinário. (Fonte: Público)

É na realidade estranha esta notícia.
Todos sabemos que o Estádio do Algarve é um "elefante branco", que não se consegue pagar o investimento que nele foi feito, que a sua manutenção é um profundo buraco financeiro, que nele se realizam não mais de meia dúzia de jogos de futebol por ano e que raramente se esgota a sua lotação.
É lamentável que se usem termos como "consciência nacional", "saúde" e "turismo nacional".
Pura demagogia e asnáticas opções quando o País atravessa a crise que todos conhecemos.
Será que esta gentinha vive no mundo real ?