segunda-feira, 13 de abril de 2009

A guerra dos medicamentos genéricos


Este post é longo e sei que muitos de vós não o vão ler até ao fim.
Não posso deixar de reproduzir na íntegra o artigo completo do meu colega Paulo Costa, publicado no Jornal Tempo Medicina, dada a clarividência e verdade com que aborda o tema e porque põe os pontos nos ii sobre uma questão que poderá confundir os doentes e levar a atitudes potencialmente perigosas para eles próprios.
Leia-no, com atenção, até ao fim porque acho que vos tirará dúvidas que por ventura possam subsistir nas vossas mentes.

A farsa dos genéricos

Assistimos há dias ao desenrolar de uma situação que a comunicação social classificou como “a guerra dos genéricos”, a propósito da iniciativa da Associação Nacional de Farmácias (ANF) de promover a dispensa de medicamentos genéricos mesmo quando o médico declara na receita não autorizar a substituição.

Suscitado por alegadas preocupações sociais, o caso adquiriu contornos difíceis de perceber e proporcionou-se a todo o tipo de leituras mais ou menos ingénuas.

Não há dúvida de que a investida da ANF foi agressiva, colocou em pé de guerra (entre as devidas aspas) médicos e farmácias, deixou os utentes no meio de um fogo cruzado, tendo-se ainda prestado a instrumento de arremesso à disposição dos habituais políticos de ocasião. Compreende-se portanto o emprego daquela palavra belicosa e, por isso mesmo, mediática; porém, enquanto cidadão atento e médico prescritor de genéricos, encaro o caso como uma farsa ao melhor nível, encenada de forma pouco inocente por uma companhia com assumidos interesses comerciais.

Em primeiro lugar, a campanha que a ANF lançou procurou tão-somente consolidar uma prática que aqui e acolá vai acontecendo com maior ou menor expressão e que, mercê da relativa impunidade com que tem sido tratada, legitimou as aspirações com vista à sua oficialização.
Na sua incontida ânsia monopolista, querendo vencer pela força a intermediação técnica dos médicos no acesso dos utentes ao medicamento, a ANF não se coibiu de atentar contra o Estado de Direito, atropelar a classe médica na sua esfera de competências e tentar instrumentalizar a própria opinião pública, a qual serviria como força de pressão junto do Governo em ano sensível, dados os múltiplos actos eleitorais. Para além da deliberada violação da Lei e da demonstração flagrante de irresponsabilidade institucional, tal actuação afigura-se própria de quem não olha a meios para atingir os fins.

Com a bonomia e a pretensa preocupação social como panos de fundo, a ANF foi ardilosa na proposta de substituir nas receitas médicas os medicamentos de marca por certas marcas de genéricos, presume-se que segundo a sua conveniência comercial. Sucede que, para desagrado da ANF e salvaguarda dos cidadãos e do Estado, são os médicos que estão habilitados técnica, legal e deontologicamente para a prescrição de medicamentos, para além de que estão, e bem, afastados do processo de venda e do lucro inerente.

Hipocrisia à parte, bem distante de quaisquer fins beneméritos, a ANF “tem por missão a defesa dos interesses morais, profissionais e económicos dos proprietários de farmácia”, apresentação que a própria faz no seu sítio de internet. Considerando as bonificações de embalagens tipo “leve x, pague somente y” de que as farmácias podem beneficiar com a venda de algumas marcas de genéricos, haveria margem para iniciativas bem mais solidárias, em vez de, como se faz, promover a comercialização que embora legal, é a meu ver imoral, de embalagens que as farmácias obtêm afinal a custo zero.

Note-se quão substancialmente diferente é a missão dos médicos que assumem ao longo da sua preparação e carreira o compromisso para com o doente. No seu Juramento de Hipócrates, cada médico individualmente assume que “a saúde do doente será a sua primeira preocupação”, princípio que por sinal está registado na cédula profissional. Também à luz do código deontológico, o Médico não deve considerar o exercício da Medicina como uma actividade orientada para fins lucrativos, sem prejuízo do seu direito a uma justa remuneração, devendo a profissão ser fundamentalmente exercida em benefício dos doentes e da comunidade.”

Defender que a decisão da marca seja tomada em absoluto ao balcão da farmácia seria alimentar perigosas perversões em torno de um acto decorrente da relação estabelecida entre médico e doente e propiciar práticas pouco transparentes. Aliás, em qualquer área de negócio seria impensável que a escolha da marca do produto a adquirir pelo consumidor coubesse ao próprio vendedor.

Tratando-se de um produto sensível, e não estando o doente habilitado a decidir a marca do medicamento de que carece, no seio da relação de confiança que o doente estabelece com o seu médico, é com naturalidade que este emirja como provedor dos interesses do doente.

Ao contrário do que se chegou a apregoar, a generalidade dos médicos é de facto sensível ao preço dos medicamentos, até porque, bem vistas as coisas, prescrevem-se cada vez mais genéricos. O que não parece razoável é defender que o preço seja o único critério a levar em conta.

O facto de existirem medicamentos aprovados, genéricos ou não, com o mesmo princípio activo não permite dizer que são todos iguais, o que são é equivalentes. É passível de discussão se as pequenas diferenças ao nível da formulação que definem a margem entre o “equivalente” e o “original” constituem um critério de ponderação aceitável, mas na dúvida, é legítimo que a escolha caiba ao profissional que assume a sua quota-parte de responsabilidade na prescrição e coloca a sua assinatura na receita.

A formulação do produto original foi utilizada em ensaios clínicos; o genérico só tem que provar a bioequivalência / biodisponibilidade com o produto de referência. Para alguns médicos, sobretudo os que mercê da sua experiência constaram resultados distintos na prática clínica com medicamentos supostamente equivalentes, a prova da biodisponibilidade dos genéricos para com o produto de referência pode não se equiparar à força da evidência que o produto original obteve ao longo da investigação a que foi sujeito.

A confiança é uma daquelas coisas que só existem em estado puro. Ou há, ou não há; não há meio-termo.

Por mais atenta e actuante que seja a intervenção do Infarmed, não há garantia absoluta de um mercado isento de irregularidades, podendo estas serem detectadas em momento posterior à entrada do produto em comercialização.

Estive a conferir os alertas de qualidade do Infarmed e constatei que nas últimas duas semanas foi ordenada a suspensão de comercialização de alguns lotes de três medicamentos, por sinal todos genéricos, tendo-se encontrado presumivelmente num dos casos um cabelo impregnado no revestimento dos comprimidos de um antibiótico.

A jusante da vigilância competente do Infarmed, existe uma relação médico-doente que pode ser perturbada por incidentes desta natureza e que não se sanam com a mera retirada do mercado dos produtos que não cumprem as especificações. Também por isso, a prescrição dos médicos é fruto da experiência clínica que colocam ao serviço dos seus doentes. Estou certo de que os estes ficariam horrorizados com a perspectiva de serem tratados por médicos preocupados em receitar barato; estou em crer que a sua vontade é que os clínicos se sirvam de todo o seu conhecimento e experiência e lhes proporcionem com base nisso a terapêutica que considerem reunir mais garantias, ao mais baixo custo possível.

Em virtude de não existir em rigor uma autêntica política de genérico em Portugal, temos um mercado onde pululam múltiplas marcas de genéricos. Algumas destas estão ligadas a empresas “de vão de escada”, como se diz na gíria, que se limitam a adquirir produto às unidades de terceiros e aplicando uma cartonagem com a sua própria marca. Em caso de irregularidade grave com riscos para a saúde pública num lote de medicamentos, é de indiscutível importância a ética e a capacidade da empresa em assumir nessa eventualidade as devidas responsabilidades perante os cidadãos, doentes e prescritores.

É óbvio que existe marketing da indústria farmacêutica junto dos médicos, como o há junto das farmácias e até dos próprios cidadãos. Desencadear uma ofensiva a partir daqui, lançando uma cortina de suspeição sobre todos os médicos, é abusivo e inaceitável, até porque aos médicos estão vedadas as benesses que os laboratórios concedem às farmácias. A relação da indústria com os médicos estabelece-se sobretudo no domínio da formação contínua, o que se traduz em vantagens na sua preparação técnica e actualização de conhecimentos, sem a qual nem os próprios, nem o Ministério da Saúde teriam capacidade de assumir e aquelas, em última análise, constituem uma mais-valia para os doentes que carecem de cuidados.

Outro dos ataques perpetrados pela ANF contra a classe médica e merecedor de comentário é o facto de nos hospitais a prescrição se fazer por denominação comum internacional e não por marca. É surpreendente que, por um lado, os autores da proposta defendam a generalização do modelo de prescrição adoptado nos hospitais e, ao mesmo tempo, se oponham à instalação de farmácias comunitárias nas unidades públicas de saúde. A incoerência roça o escândalo.

A realidade da prescrição dos doentes internados tem aspectos particulares. Por um lado, a relação médico-doente não tem um cunho de personalização tão vincado como no ambulatório. Por outro, compete à instituição hospitalar dotar-se e fornecer os medicamentos necessários aos seus doentes que estão sob a sua alçada, cabendo aos clínicos prescrever de acordo com um formulário próprio, não aplicável ao ambulatório.

Ao longo deste artigo de opinião, refiro-me várias vezes a farmácias e nem uma vez aos farmacêuticos. Não é por mero acaso. A ordem destes profissionais, não obstante a leitura crítica que faz do actual enquadramento legal dos medicamentos genéricos, adoptou perante a polémica uma posição responsável, de alinhamento com a legalidade vigente e defendendo o zelo na observância dos deveres dos seus profissionais, nomeadamente o de “dispensar ao doente o medicamento em cumprimento da prescrição médica…”. Também a própria AFP, Associação de Farmácias de Portugal, que incorpora na sua missão “os direitos do utente, acima de qualquer visão comercial ou empresarial” demarcou-se “veementemente” da polémica gerada pela ANF. A vice-presidente desta associação reconhece que "a responsabilidade da prescrição é do médico e a este assiste o direito e, fundamentalmente, as razões, para a prescrição de um medicamento, genérico ou não. Não cabe a Farmacêutico intervir nesta decisão, forçosamente fundamentada.” “Não há razão para lançar uma campanha deste género sobre uma questão que está legislada e, mais uma vez, os farmacêuticos são colocados numa guerra da qual não fazem parte”.

Impunha-se assim esta nota de rodapé para que as casas não sejam confundidas com a aldeia…

Paulo Costa
Médico

(Foto retirada daqui)

20 comentários:

  1. Vale a pena ler, no caso dos genéricos, aqui no Brasil também existe a farsa dos genéricos.
    abraço.

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  2. Parabéns pelo excelente artigo, Jorge!
    Pessoalmente não tenho nada contra os genéricos, mas a forma como são divulgados não condiz com a realidade. Tive uma experiência não muito boa, já que substituí um medicamento pelo genérico equivalente e o mesmo não fez os resultados esperados.

    Passei a ter certeza de que não são idênticos, como as propagandas do governo nos induzem a pensar.

    E muitos farmacêuticos tentam de qualquer maneira "empurrar" o genérico quando vamos comprar algo. Por que essa insistência? Alguma coisa tem....

    Abraços

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  3. Olá Jorge, boa tarde!
    O texto é longo, mas vale a pena ser lido
    É assim, eu perguntei a um médico acerca dos medicamentos genéricos, porque eu tomo alguns medicamentos genéricos e ele simplesmente me disse que só confiava nos genéricos de alguns laboratórios. Eu disse-lhe o que tomava, e ele respondeu-me que estes laboratórios são credíveis
    São eles, Ratiopharm, Labesfal, bluepharm, Java e Actavis. Eles estão a fazer o efeito desejado, porém esse médico também me disse que tivesse cuidado porque os genéricos de alguns laboratórios não são de todo credíveis, visto, disse ele, não saber se o medicamento tinha mesmo o principio activo original ou equivalente.
    Ora bem, se é o mesmo principio activo, tudo bem, se é equivalente é que já não está bem. Obrigada por esta informação, mas gostava de saber a sua opinião.
    Beijinhos

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  4. Olá Céu
    Eu acho que se está a tomá-los sob controlo do médico, continue. Ele sabe com certeza o que lhe deve receitar. Agora nunca deve trocar para um genérico de outro laboratório sem ele o aconselhar.
    Na minha especialidade tenho notado que, mesmo com o tal "princípio activo" supostamente igual, o efeito por vezes não é o mesmo.

    Eu também receito genéricos, mas quase sempre os dos laboratórios que antes os tinham com a marca comercial. Esses acabam por ser os originais, só que com nome diferente. E dão-nos garantias.

    Isto é tudo muito complicado e há muitos interesses "subterrâneos" em jogo.

    Uma coisa lhe digo: Nunca compre medicamentos pela Internet. Esses então são um "desespero". São fabricados no Oriente, India, Paquistão, etc, e ninguém tem controlo de nada.

    Outro problema é o da unidose que ainda não foi implementada em Portugal por medo das contrafacções. Leia o artigo original do Público referente ao meu post sobre a farmácia do Hospital de Santa Maria. Está lá preto no branco.
    Beijinho

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  5. Obrigada amigo Jorge pela sua explicação, entendi perfeitamente e assim continuarei a fazer, a confiar na minha médica de família
    Realmente são coisas um bocadito complicadas, mas é bom nós sabermos alguma coisa da boca de profissionais credíveis, ( porque também há médicos que deixam muito a desejar, como em todas as profissões )Eu falo assim, porque já tive uma má experiencia com um médico de familia, que quase me punha debaixo da terra com tanta medicação, alguns até desaconselhados para o problema em causa ( epilepsia).
    Desculpe este desabafo, tá bem?
    Muito obrigada mesmo pelas suas preciosas informações. O sr. é mesmo um amigão!!!!
    Beijinhos
    Boa tarde

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  6. Jorge, julgo que, genérico significaria supostamente, o dito, produtos de 'marca branca' tal como nos hipermecados o produto de 'linha branca' o que não é ... é falso! Não deixa de ser na mesma outro(s) laboratório(s) e alguns até os mesmos(se não, lá se vai os lucros por causa da concorrência) a comercialazerem com a mesma ganância os seus medicamentos.
    E quando se referem a 'genérico' o mesmo que dizer nome só do 'princípo activo' informaram-me que efectivamnete é mesmo isso!!! têm os mesmos produtos quimicos que PARACETAMOL(genérico)=BEN-U-RON (nome comercial do Laboratório)... e por isso como não têm a suposta marca pomposa, são mais baratos.
    Agora se há laboratórios de genéricos, sem FISCALIZAÇÃO e daí o tal cabelo surgir agregado a um comprimido, já é outras núpcias...
    Qual a função do INFARMED? porquê divisões se é tudo em prol do bem da saude do doente?
    Hummmmm...não não... é em bem sim, mas em prol dos bolsos de um enorme Polvo! rssssssssssssssssssssss
    Porque tanta dificuldade os médicos em aceitar que o farmacêutico substítua o nome coemrcial do medicamento pelo genérico quando quem os fabrica são os farmacêuticos em laboratórios? ou não é? e são os DIM que 'vendem' o produto ao médico visto que são estes, os seus primeiros clientes?
    as opiniões realmente dividem-se e mesmo entre de tecnicos de saúde. Nem só os médicos estão informados da finalidade de determinado medicamento.
    acho que escrevi demais :)
    rssssssssssssssssss... mas debates é salutar :)

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  7. IBUPROFENO - principio activo (marca genérica) sem dúvida alguma que é muito mais simples e fácil de decorar TRIFEN 200 (marca coemrcial) e ambos servem para o mesmo sintoma : Analgésico para dores menstruais e de cabeça ehehehheheheehh
    sou muito má rsssssssssssss

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  8. Farmácia do Hospital de Stª Maria... para quem não sabe ... está um luxo!!!!!!

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  9. Ellen
    Desculpe mas eu acho que vai alguma confusão na sua cabeça (rs)
    1 - Nem eu, nem o autor do artigo que eu transcrevi (como a grande maioria dos médicos) somos contra os genéricos. O que é preciso saber é: que genéricos?
    2 - Ibuprofeno - Quantos é que a ellen conhece ? Genéricos e de marca? Porque é que se autorizam tantos ? E quem autoriza a sua venda ? Para nós, médicos, se calhar bastava haver um ou dois com qualidade garantida. Mas há muitos, muitos e de várias origens. Como os tais da linha branca dos hipermercados. Cada toca seu coelho.
    Eu por mim não tomo ibuprofeno para as dores de cabeça. Das outras não sofro (rs). E não tomo porque não é um analgésico (ao contrário do que diz) e o seu efeito como tal é muito fraco. Se a ellen o toma tenha cuidado com o seu estômago (rss). Consulta de borla !!! (rs).
    3 - Os DIM dos laboratórios só de genéricos são muito mais "agressivos" e "persuasivos" que os outros (rsss). Acredite que é verdade.
    4 - Farmacêuticos e Médicos - Cada macaco no seu galho... e mais não digo.
    Só lhe pergunto uma coisa: Quando a Ellen vai a uma farmácia fala sempre com o Farmacêutico ? Ou a maioria das vezes é o "ajudante técnico de farmácia" que a atende e lhe propõe a troca do medicamento) ?
    Sabe que habilitações ele tem ? Informe-se.
    Passe a olhar bem para os crachás que têm na bata.
    E um dia pergunte se aquele produto que ele lhe está a "impingir" foi o que o laboratório vendeu à farmácia com bonús de quantidade ou em promoção.
    E com esta me vou (rs)
    Beijinho
    Jorge

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  10. ahahahah...Ibuprofeno ou Trifen 200, está escrito na caixa precisamente o que escrevi em cima: Analgésico para dores menstruais e de cabeça (cefaleias até ficava mais in)
    Veja uma e depois confirme.
    Não sofro do estômago e é logico que não tomo todos os dias nem todos os meses :) e normalmente só para quem sofre não é aconselhado determinados medicamentos este ou até outros(foi sempre o que me impingiram deste conhecimento)

    Também li que não é contra os genéricos. E também sei que há milhentos e também concordo consigo que bastava 2 ou 3 para não ser tão mázinha :)
    A comparação dos hipermecados/farmácias foi para exemplificar de uma forma mais simples e compreensível. Então isto não é um debate bem interessante? rsssssss
    Também concordo com o seu ponto 3. Daí referir a tal fiscalização e bem apertada rsssss
    Também sei essa do 'impingirem' tipo como nos hipermecados leve 4 e pague 2 ahahhaahha... então não é bom exemplo Jorge?
    Agora, assunto também muito sério é se os empregados das farmácias não têm formação para tal...se não têm (que segundo sei têm) devem perguntar sempre mas sempre e sempre, à sua Directora Técnica Farmacêutica. Se a farmácia não tem este técnico sempre presente (custa a crer mas neste país tudo é possível) é mais grave ainda! E que tal os médicos começarem a questionarem sobre isto à Ordem? se calhar era melhor via... rssssssssss

    Jorge, não estou aqui a fazer guerra consigo :) estamos a discutir assuntos que são muito muito importantes para todos nós.
    E ainda bem que existem temas destes para os podermos discutir...aprendemos uns com os outros e isto é salutar a aumentarmos mais um 'bocadito' a nossa cultura :)

    É pena, não haver mais pessoas a dialogarem também connosco sobre isto :)

    Vou dormir (tomei um Estazolam)
    estou a brincar consigo eheheheheh
    Beijinho e até amanhã

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  11. Eu tomo Alprazolan Ratiopharme ao jantar e agora vou tomar Zolpideme Actives, este é tire e queda, vou já aterrar que nem um tordo.
    Concordo consigo Ellene, mas também confio na minha Farmaceutica e na minha médica de familia que elas explicam-me tudo com pormenores, ( é que eu quero saber tudo e faço-lhe muitas perguntas) e elas estão sempre prontas a esclarecer-me, e eu gosto!
    Beijinhos amiga Ellene
    Beijinhos para o Jorge também
    Boa noite para os dois

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  12. Obrigada Céu! assim o debate torna-se mais animador eheeh
    o Jorge é um amigo que eu estimo muito e tenho um grande respeito por ele :) Foi um dos meus primeiros seguidores de Blog e tem sido o meu 'padrinho' nestas andanças. Muito do que aqui aprendi a construir foi-me ensinado por ele! Mas estou zangada rsssss porque se esqueceu das amendoas para a afilhada eheheh nem um pacotinho dos mais baratinhos heimmm??? :))))))

    (brincando)

    Beijinho para si e é um gosto conhce-la e outro enorme para o Jorge :)

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  13. Boas, Não sou profissional na área da saúde, nem tenho nenhuma relação com a indústria farmacêutica. Tenho desenvolvido e aprovado pela ACSS um sistema de apoio à prescrição electrónica de medicamentos que por Principio Activo ou marca comercial ordena as embalagens pelo menor preço para o utente (por embalagem ou Dose). A base de dados está actualizada pelos dados do INFARMED. Sobre a questão dos preços basta pesquisar e ver qual o de menor custo. (clique com o rato direito na linha da embalagem dá toda a informação do medicamento segundo o INFARMED).
    Espero que seja útil (é uma aplicação Java).
    O link é http://72.167.60.11/JDESIGNERPRO/GH/GHAPPS/GHPE_LISTAFARMACOS.html

    Sugestões e comentários para ghosp@netcabo.pt

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  14. Como anexo ao meu email anterior e após verificar a lista no endereço que enviei, por exemplo verifico que para o Principio Activo Diclofenac 100 mg Supositório
    O genérico 10un-blister da Ratiopharm é mais caro para o utente que as embalagens de 12 un e Fenil-V e Olfen que não são genéricos. O que se pretende é que os utentes paguem menos não é? Vale a pena prescrever 12 un ao invés de 10…

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  15. Manuel Mesquita
    Estou com problemas a carregar a página mas deve ser da minha net. Logo mais irei tentar e depois informo. Obrigado

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  16. Caro Jorge,
    Tem que ter java instalado.
    Se estiver por detras de um firewall a porta 4899 de TCPIp tem que permitir o acesso, é a porta utilizada para o acesso à base de dados do servidor.

    Pode ter alguma lentidão no acesso, pois o servidor é remoto, terá que esperar +- 1m.
    Cumprimentos.

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  17. Anexo um link onde poderá avaliar o que o aplicativo deverá apresentar.

    http://www.ghosp.com/demos/ecrans/ExemploDeConsultaDiclofenac_1.htm

    Nota: Como referi este produto (diclofenac) é um exemplo, não tenho nenum interesse com a industria farmacêutica. O sistema foi desenvolvido com o intuito de apresentar aos prescritores os farmacos mais baratos do ponto de vista do utente do SNS.

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  18. Eu sei que já venho um pouco tarde, ver este texto (muito bom por sinal), mas a verdade é que até hoje, nunca nenhum genérico consegui atingir os resultados do tão típico ben-u-ron. Assim sendo, vou continuar a não tomar genéricos a não ser que o médico me garanta que são iguais.

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  19. Eu sei que já venho um pouco tarde, ver este texto (muito bom por sinal), mas a verdade é que até hoje, nunca nenhum genérico consegui atingir os resultados do tão típico ben-u-ron. Assim sendo, vou continuar a não tomar genéricos a não ser que o médico me garanta que são iguais.

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