quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Nova Esquerda


"Defendo a criação de um novo sujeito político em Portugal, chamem-lhe partido na designação ortodoxa, emergindo do espaço sociológico criado a partir das candidaturas pioneiras e emancipadoras de Manuel Alegre à Presidência da República e de Helena Roseta às Eleições Autárquicas Intercalares de Lisboa.

Um Movimento Político dos Cidadãos organizado em rede, sem burocracias nem hierarquias rígidas e dogmáticas capaz de ser uma resposta política inovadora às novas exigências do século XXI e que não replique modelos ultrapassados dos outros partidos filhos da Revolução Industrial.

A crise e as suas exigências sociais exigem de nós respostas políticas enérgicas e inovadoras com capacidade de mobilizar aspirações e anseios dos cidadãos, profundamente desiludidos com o enorme fracasso das respostas dadas pelos partidos tradicionais ao longo dos últimos anos. A crise social exige de nós uma Nova Agenda Política com prioridades muito claras e de mudança.

Depois de três quadros comunitários de apoio, milhões e milhões de euros de ajudas alguma coisa de muito grave falhou. Portugal é hoje um dos países mais pobres da Europa. Mais de 18% da população Portuguesa vive abaixo do limiar de Pobreza, com menos de 380 euros mensais. Este é um problema estrutural que ao longo da última década se tem arrastado, sem que se consigam implementar políticas com capacidade de alterar a situação. Ao mesmo tempo Portugal é o país que no contexto Europeu sofre de uma maior desigualdade na distribuição do rendimento e da riqueza – a parcela auferida pela faixa de 20 por cento da população com rendimentos mais elevados é 6.5 vezes superior à auferida pelos 20 por cento da população com rendimentos mais baixos, enquanto a média comunitária é de 4.6 e nos países Nórdicos não vai além dos 3,5. No último Relatório do Eurostat sobre a situação social coesão e igualdade de oportunidades, publicado em 2008, Portugal continua a ser o país com mais desigualdades no contexto da União Europeia. Quase um milhão de pessoas vive com menos de dez euros por dia e duzentos e trinta mil com menos de cinco euros.

Deve ser esta a prioridade política da Nova Esquerda. Mais de vinte anos passaram desde a entrada de Portugal na União Europeia. Depois de todo este tempo a Pobreza tem-se mantido estável em torno dos vinte por cento da população portuguesa: um em cada cinco portugueses é pobre. Temos que mudar este estado de coisas. Não nos devemos resignar e encolher os ombros aos inúmeros apelos manifestados por tantos cidadãos que hoje se sentem desiludidos com a política em Portugal. É este o momento para avançar, deixemos de protelar adiamentos, porque a grave crise social e económica que estamos a viver agrava ainda mais a sua exigência. Se não o fizermos estaremos a ser cúmplices de um silêncio de medo sofrimento e desespero de milhares de cidadãos neste País. Não há desculpas à esquerda!"

Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Co-Fundador do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC)

2 comentários:

  1. Amigo
    A política de cada nação é muito complexa e como brasileiro conheço muito pouco a de Portugal, a situação são identicas mas a educação difere em muito, eu acredito nessa nova geração e acredito que estão começando a aprender a viver e cobrar seu espaço, não importando se são de esquerda ou não.
    Abraços

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  2. MANIFESTO POLITICO
    CIDADANIA PARA TODOS
    Caro eleitor
    O seu destino está sempre em suas mãos.
    Exerça o seu mais importante direito de cidadania, vote em todas as eleições.
    Se estamos bem, fiquemos.
    Se estamos mal, modifiquemos.
    Eu voto, anulando o meu voto, com uma cruz em toda a folha do boletim.
    Nenhum político proposto é dignamente honesto.
    Nenhum Político se propõe defender a Pessoa Humana e os Grandes Valores Universais
    O Sistema que nos governa é uma minoria que alienou e esmagou a Pessoa Humana impondo interesses pessoais de poder e ganância.
    É urgente que todos os Políticos (partidários) se retirem para que possam surgir Movimentos de Cidadãos, com verdadeiro sentido de cidadania, animados pelos grandes valores da vida.
    ...
    “A POLÍTICA DEVE SER “ESPAÇO” DE ANÁLISE E PROGRAMAÇÃO DOS GRANDES VALORES UNIVERSAIS, TRAÇANDO AS REGRAS DA VIDA SOCIAL NA TERRA TENDO EM CONTA A VALORIZAÇÃO DO INDIVÍDUO.”
    ...
    O SISTEMA QUE NOS GOVERNA PROTEGE O CRIME, FOMENTA O CONFRONTO PESSOAL E SOCIAL - A CAUSA DA CRIMINALIDADE, DO TERRORISMO, DO MAL ESTAR GENERALIZADO.
    ...
    A SOCIEDADE DEPENDE DE CADA UM DE NÓS COMO O OCEANO DEPENDE DE CADA GOTA DE ÁGUA.
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