sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Na dor darás à luz


A proporção de partos por cesariana voltou a aumentar em 2007, reforçando a tendência observada ao longo dos últimos anos. Apesar das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das metas traçadas no Plano Nacional de Saúde (PNS), o número de partos por acto cirúrgico não pára de crescer e representa agora mais de um terço (35,3 por cento) do total de nascimentos em Portugal. É o segundo país da UE com maior taxa de cesarianas, de acordo com o relatório do projecto Euro-Peristat. (Fonte: Público)

Confesso que não vejo razões para que isto não aconteça.

Ou será que ainda devemos aceitar, impávidos e serenamente, o conceito retrógrado de "na dor darás à luz" ?

3 comentários:

  1. Jorge, eu não sei se devemos aceitar, acho que isso depende muito da mulher. Eu nunca quis fazer uma cesariana (a não ser que fosse realmente necessáio). Todos os dois partos foram normais e este último foi mais natural que o primeiro, não fiquei no soro nem houve episiotomia, em compensação senti mais contrações por mais tempo, ou seja, mais tempo de dores, que o primeiro parto. O que eu penso é que toda mulher deveria ter o direito de escolher um parto normal sem dor, só que aqui no Brasil isso só acontece pra quem paga convênio ou faz o parto pelo particular, o custo de uma anestesia não é tão caro (trabalho em hospital e sei dos valores), o governo deveria investir nisso, mas por enquanto aqui isso é só sonho.

    Bjuuu pra ti.

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  2. Pois é, a questão é mesmo epidural...
    Usada e abusada, com consequências futuras.
    A cesariana, por opção, só "porque sim",é uma perfeita burrice;
    a cesariana sim, para socorrer mãe e filho em risco e sofrimento desnecessário.
    Mas "isto" está a ficar na moda e o parto normal em completo desuso...
    Qualquer dia próximo, uma mulher que diga que quer ter o filho sem cesariana ou epidural, vai ser considerada anormal!
    Nos hospitais privados, claro... porque nos públicos, onde não há tempo para atender à dor, até se dá "à luz" nos corredores.

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  3. Realmente este assunto é muito polêmico mesmo.
    Eu quis o parto normal e não me arrependo. Tive um parto tranquilo e quase sem dor. E sem contar que em algumas horas após o parto já estava tomando meu banho sem problema algum. Foi ótimo e se tivesse que ter outro filho, com certeza optaria pelo normal novamente.
    Mas claro, que isto é de cada uma. Acho que a mulher teria que ter o direito de decidir.
    Beijos e ótimo fim de semana pra você.

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