quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Nobel da Literatura para o escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio

Filho de um cirurgião britânico e uma francesa da Bretanha, Clézio é originário de uma família emigrante na Ilha Maurícia, no século XVIII.
Escreveu aos sete anos, o seu primeiro livro sobre o mar, onde narra uma longa viagem no barco em que viaja com sua mãe, para a Nigéria, para irem encontrar-se com seu pai.
Prosseguiu estudos na Universidade de Nice e após alguns anos em Londres e Bristol, torna-se professor nos Estados Unidos.
Em 1967 fez serviço militar na Tailândia como cooperante, mas é expulso por denunciar a prostituição infantil, e é enviado para o México a fim de terminar o tempo de comissão.
Por quatro anos, de 1970 a 1974, compartilha a vida dos índios Emberas e Waunanas, no Panamá.
Especialista em Michoacan (México Central), escreve uma tese de história sobre o assunto, que apresenta no Instituto de Estudos Mexicanos de Perpignan.
Lecciona na Universidade de Albuquerque (E.U.A.).
Durante muitos anos, viaja por muitos países do mundo, nos cinco continentes, mas continua a residir em Albuquerque (Novo México), Nice e Paris.
Apesar das inúmeras viagens, Clézio nunca parou de escrever.
É Prémio Renaudot de literatura, em 1963, aos 23 anos.
Tem mais de trinta livros publicados: contos, romances, ensaios, histórias curtas, duas traduções da mitologia índia, bem como inúmeros artigos e prefácios e algumas contribuições para obras colectivas.
No seu trabalho, é possível distinguir claramente dois períodos.
De 1963 a 1975, os romances e ensaios de Clézio versam os temas da loucura, da linguagem, da escrita, com o desejo de explorar algumas oportunidades formais e tipográficas, em consonância com outros escritores do seu tempo (Georges Perec ou Michel Butor).
No final dos anos 1970, Clézio opera uma mudança no seu estilo de escrever e publicar livros mais apaziguadora, de escrita mais serena, onde os temas da infância, da juventude, as viagens, passam a primeiro plano.
Esta nova forma seduziu o público em geral.
Em 1980, Clézio foi o primeiro a receber o prémio Paul Morand, concedido pela Academia Francesa, pelo seu livro Deserto.
Em 1994 ele foi eleito maior escritor francês vivo.
Jean-Marie Gustave Le Clézio tem três obras suas publicadas em Portugal: "O Caçador de Tesouros", um romance influenciado pela sua vida nas ilhas Maurícias, e ainda "Deserto" e "Estrela Errante". (Fonte: Wikipédia)

3 comentários:

  1. Fez dez anos que o recebeu José Saramago.
    Há dias li uma noticia sua, em que dizia não gostar muito de ler Saramago. Há livros que eu tenho muita dificuldade em ler e depois de ler não me fica nada. O primeiro livro que li foi o Memorial do Convento, levou-mo o meu marido num dia de verão, quando veio almoçar. Comecei a lê-lo e não fiz mais nada enquanto não cheguei ao fim. Depois disso já o li mais vezes. é um dos livros da minha vida.
    Saramago é um poeta com uma alma enorme, gosto imenso da poesia dele
    Desculpe ter-me alongado tanto.

    Um abraço

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  2. Obrigado pela visita e comentário.
    Mas sempre lhe digo que eu não consegui ler esse Memorial do Convento. Desisti a menos de meio.
    Francamente acho que obrigar os nossos jovens a ler Saramago nas escolas só pode ser para lhes ensinar como não se deve escrever português.
    Desculpe a minha franqueza.

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  3. Jorge,

    É curiosa a passagem,"Clézio opera uma mudança no seu estilo de escrever e publicar livros mais apaziguadora,de escrita mais serena, onde os temas da infância,da juventude,as viagens,passam a primeiro plano."

    Geralmente isso tem haver com uma harmonia interior que surgiu e foi criada,com um amor próprio que está iluminando a Alma,e de como um regresso á inocência de ser-se equilibra o nosso coração.

    Abraço Jorge,
    joao

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